Julles

Nascida e criada na capital do Rio de Janeiro, Julia Felix, de nome artístico Julles, reside no município de Olinda e anseia por explorar um pouco de cada área das que compõem as 7 artes existentes. Mudando-se para Pernambuco em 2012 e atualmente estudante de artes visuais no IFPE Campus Olinda, de música no Conservatório Pernambucano e autodidata na fotografia analógica, Julles é curiosa nata e possui experiência em desenho e pintura desde a infância, além de começar sua carreira na cena musical recifense como cantora, compositora e multiinstrumentista em 2019, aos 17 anos. Além de assinar a autoria de todas as partes de suas produções musicais, incluindo o videoclipe de seu primeiro single (Strange Way), já realizou outros trabalhos artísticos, tais como a exposição de fotos analógicas como patrimônios de preservação histórica em evento no Colégio Souza Leão campus Olinda, direção do clipe musical de “Mel e Limão” do artista recifense Júlio Nilo, participação no festival Guaiamum Treloso Rural Online 2021 e performance solo da música “Cries and Whispers”, última faixa de seu EP, para o programa Festival Música em Domicílio da TV Universitária. 

Amante de movimentos artísticos e correntes filosóficas como a Bauhaus, Cinema de Vanguarda, Dadaísmo, Nouvelle Vague, Hauntologia, Construtivismo Soviético e o Lo-fi, Julles adota variadas referências visuais, sonoras e audiovisuais em seus materiais, seja em registros de shows, do cotidiano, composições dramáticas, manifestos políticos, materiais e suportes incomuns, rabiscos, abstracionismos ou autorretratos, sempre de produção própria e com equipamentos não profissionais. Na tentativa de sintetizar toda sua bagagem de influências para criar algo onde a artista se reconheça 100%, o processo criativo é guiado pela subjetividade artística, onde a técnica existe mas não é essencial para o surgimento de uma obra, independente do formato, numa tentativa de questionar quem e o que se define como merecedor ou não da classificação de “arte”. A mente humana é livre, particular, mutável e expansível, portanto, a expressão espontânea da mesma deve ser considerada, afinal, é a forma de linguagem mais instintiva do ser. O conceito de arte é renovável, e o experimentalismo em convergência ou divergência entre conceitos sempre são bem-vindos por ela. 

O acervo de Julles é composto por desenho, pintura, fotografia analógica, videoarte, cinema, música, gravura e performance. 

Quem determina o que é a arte? Democratização da expressão artística já! 

Trabalhos de Julles

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